‘Rango’ por Filipe Dias

(Fotos: Divulgação)
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Se há um género cinematográfico que tem dado tremendos passos nos últimos anos, é o cinema de animação. Temos assistido a filmes como ‘Wall-E’, ‘Toy Story 3’, ‘Up’ que revelam a qualidade, a destreza e a inovação que tem ocorrido em Hollywood perante um público que já não é unicamente pequeno. Ver filmes de animação é cool, é verdade.
Ora então, ir ver Rango vai tornar-nos a todos verdadeiros coolcats. Realizado por Gore Verbinski, Rango conta-nos a história de um lagarto de estimação, que tem como voz o sempre eloquente Johnny Depp, que acaba perdido no meio do deserto de Nevada tornando-se no xerife de uma cidade que sofre uma dramática seca. Como bom vivant que é, e com um pouco de sorte à mistura, ele torna-se no herói que todos procuravam, enquanto vive a sua própria história de ficção baseada em personagens que já todos vimos, quer seja em Billy Cristal ou até mesmo em Martin Short. Se por um lado temos inúmeros momentos cómicos com a duplicidade de Rango, especialmente nos primeiros 20min do filme (quem não se rir, claramente não tem sentido de humor), por outro lado a sensação que temos é que já vimos este argumento em algum lado. O Herói vive a fantasia, a fantasia desfaz-se, o herói vira o verdadeiro herói.
 
Por exemplo, comparando com os três filmes em cima mencionados, este é o mais fraco no argumento. O que vale é a originalidade das personagens (lagartos como elementos centrais?), as colagens pastiche a filmes de Tarantino ou Rodriguez, os momentos de acção (com destaque para a cena épica à ‘Star Wars’ da fuga no desfiladeiro), sem nunca esquecer que a voz de Johnny Depp assenta que nem uma luva num lagarto excêntrico.
O toque de qualidade dos efeitos especiais que Verbinski utiliza renovam o conceito de old westerns, ajudando a dar ritmo ao filme, apesar de por vezes se ter a sensação de que o filme se torna algo lento. Tal como ‘Toy Story 3’, este lagarto deverá ter lugar de destaque nos Óscares do próximo ano.
O Melhor: A qualidade dos efeitos especiais é realmente espantosa merecendo nota máxima
O Pior: O argumento. Déjà vu, o que é pena.
 
A Base:  Tal como ‘Toy Story 3’, este lagarto deverá ter lugar de destaque nos Óscares do próximo ano… 8/10
 
Filipe Dias 

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