Porém, o realizador conseguiu modificar algumas das regras das comédias românticas, ainda que os resultados sejam os mesmos.
Mantendo a mesma essência do romântico, denota-se neste filme um fio de imaginação, que não é o caso de “Plano B…ebé” ou a “A Troca”, que constroem igualmente em torno de um recém nascido as suas histórias. “É a vida!” conseguiu obter uma diferença, pois primeiro vem o bebé e daí se desenvolvem todos os outros acontecimentos. Há que dar mérito nessa parte.
O filme gira em volta de Sophie, um rebento de apenas um ano que, depois de os seus pais morrerem num acidente de carro, fica a cargo de Holly Berenson (Katherine Heigl) e de Eric Messer (Josh Duhamel), os melhores amigos do casal.
Sem qualquer tipo de experiência no que toca a cuidar e educar uma criança, Holly e Mess vêem-se um pouco perdidos na função que lhes foi imposta e obrigados a partilharem a mesma casa, mesmo com o ódio que sentem um pelo outro.
Katherine Heigl, já perita em outras comédias românticas (“Killers”) pouco ou nada parece ter mudado desde então, interpretando uma mulher solteira que vê a sua vida completamente mudada quando tem que viver com Mess – como este prefere que lhe chamem – e ter que ser uma mãe adoptiva.
Por sua vez, Josh Duhamel representa o papel de um mulherengo que vive a vida da maneira que quer, e que também se vê um pouco perdido nesta sua nova mudança.
Ambos desempenham o papel de pessoas que são seduzidos pela ambição e carreira, ao invés de ter uma criança à sua responsabilidade, o que é sem dúvida uma boa forma de atrair as audiências, que facilmente se identificam com essas opções.
Mas esta não passa de mais uma história em que é inevitável o tocar do cupido nestas duas personagens, mesmo apesar de ter uma ordem de acontecimentos diferente. No fundo, esta é uma comédia formulática com caminhos diferentes, mas um destino semelhante a tantas outras obras do género.
O Melhor: A diferença do rumo da história em relação às demais comédias do género
O Pior: Apesar do rumo diferente, o filme peca pela previsibilidade habitual

