‘Little Fockers’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Desculpas não faltavam para trazer de volta a saga dos Fockers e o seu clã ao cinema mais uma vez. As receitas dos dois filmes anteriores foram tremendas, e atingiram os 400 milhões de dólares, e essa é a razão mais óbvia porque este franchise ainda subsiste, dez anos depois do seu começo.

E tal como nos filmes anteriores, e provavelmente nos próximos, esta nova entrega da saga acompanha Jack Byrnes (Robert De Niro) a fazer a vida negra a Greg Focker (Ben Stiller), e tudo porque o primeiro continua a insistir que Greg não é homem suficiente para seguir o seu legado e tornar-se o patriarca da família.

Como pano de fundo temos o aniversário dos gémeos Focker, que Jack quer ver numa escola de alto rendimento. Mas Greg não tem posses para pagar essa educação e terá de recorrer um trabalho extra, que envolve a promoção de um medicamento na linha do Viagra. Para trabalhar nisso, ele terá de lidar com uma nova personagem, interpretada por Jessica Alba, que nitidamente tem um fraquinho por ele. E se Pam (Teri Polo) passa um pouco ao lado dessa situação, pois acredita no marido, o mesmo não se passa com o sogro, que desconfia que Greg anda a ter uma relação extra-conjugal. A comédia circula então em torno das investidas de Jack na vida de Greg, que a todo o custo, e mais uma vez, tenta provar que o sogro está errado.

Paralelamente há as personagens secundárias do costume, como Kevin (Owen Wilson), eterno apaixonado de Pam, e os país de Greg (Dustin Hoffman e Barbra Streisand), que desta vez, e mais que nunca, são completos alienados do filme, e com pouco relevo na história. Aliás, só Ben Stiller e Robert De Niro merecem a atenção da objectiva, sendo todos os outros um anexo para que estes tenham razões para discutir (e isso é o que vende nesta saga).

E se o duo central lá vai mostrando uma quimica incrivel para a comédia de antagonismos das  suas personagens, tudo o resto é adereço, sendo particularmente penoso ver Laura Dern e Harvey Keitel em papéis meramente decorativos.

Com alguma piada, mas muito repetitivo, “Little Fockers” é assim apenas mais um filme de uma saga que só existe porque ainda vai fazendo dinheiro, já que as ideias parecem ter-se esgotado logo no primeiro acto do franchise.

O Melhor: De Niro e Stiller
O Pior: Desperdicio de bons actores em papéis irrelevantes

A Base: “Little Fockers” é assim apenas mais um filme de uma saga que só existe porque ainda vai fazendo dinheiro, já que as ideias parecem ter-se esgotado logo no primeiro acto do franchise…4/10

Jorge Pereira

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