Em vez disso, ele vai-se tornar amigo do Dragão, ajudando-o a conseguir voar, improvisando mesmo uma cauda para este. O resto é o costume dos filmes de animação do género. Os outrora inimigos vão-se tornar amigos, com muitas peripécias à mistura e um vilão temível que ambos terão de combater.
Baseado num livro infantil homónimo, “Como Treinares o Teu Dragão”, sem ser exuberante ou genial, é facilmente um dos melhores trabalhos da Dreamworks Animation, uma produtora capaz de criar boas personagens (Shrek, os pinguins de Madagáscar, Formiga Z), mas com maiores dificuldades em desenvolver boas histórias (Talvez o primeiro “Shrek” seja a sua prima donna).
Aqui, e apesar de não existirem personagens inesquecíveis, elas tem suficiente charme e empatia com o espectador, criando uma fábula por diversas vezes vista, mas agradável de seguir, mesmo nos seus clichés.
Não fosse “Toy Story 3”, este “Como Treinares o Teu Dragão” poderia ser mesmo o melhor filme de animação do ano, não tanto por mérito próprio, mas por demérito da fraca concorrência (“Megamind”, “Shrek Forever After“)…


