Com a belíssima cidade de Veneza como cenário, o romance entre estas duas personagens rapidamente evolui, ao mesmo tempo que se vêem envolvidos num perigoso jogo do gato e do rato.
Remake do filme francês “Anthony Zimmer”, que já de si era uma obra mediana e hollywoodesca, “O Turista” é um filme postal. E esse postal não serve apenas para a cidade de Veneza, retratada através de constantes planos aéreos, para turista ver, mas inclui os actores, e em especial Angelina Jolie, que constantemente posa para as câmaras como se este fosse um trabalho para um portfolio e não para um filme.
Sim, é verdade que ela desempenha (ou é) uma femme fatale, mas isso não justifica o pouco carisma da sua personagem.
E é muito estranho como dois sex symbols do cinema contemporâneo têm tão pouca química entre si, o que se revela francamente frustrante. Creio que foi o excesso de confiança que arruinou esta obra, escrita com muito pouca pujança, e demasiado confiante que o elenco de estrelas resolva todas as fraquezas com o seu charme natural. Mas isso não sucede, sendo particularmente penoso o primeiro terço do filme, que deseja ser intrigantes, mas que não o consegue ser até bem perto do fim.
Nota negativa para Florian Henckel von Donnersmarck, um realizador em estreia – no que toca a Hollywood. O seu trabalho prima por uma total ausência de chama, ou elementos que os distingam de os demais, e se não fossem os seus actores conceituados, “The Tourist” bem podia seguir directamente para vídeo.
A Base: Remake do filme francês “Anthony Zimmer”, que já de si era uma obra mediana e hollywoodesca, “The Tourist” é um filme postal. E esse postal não serve apenas para a cidade de Veneza, retratada através de constantes planos aéreos, para turista ver, mas inclui os actores, em prestações abaixo das suas reais capacidades…3/10

