«Skyline» (O Alvo Somos Nós) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Os extra-terrestres estão de volta em força ao cinema, e “Skyline” é apenas uma das muitas obras que regressa às invasões alienígenas. De Londres (‘Attack on The Block‘), a Los Angeles (‘Battle: Los Angeles‘), passando pelo México (‘Seres: Génesis‘) e Moscovo (‘The Darkest Hour‘), os extra-terrestres estão na moda e o grande responsável é “District 9”, um blockbuster que teve orçamento limitado e que triunfou em todos os sectores.

Mas descansem. Se qualquer um dos filmes acima definidos vier a ter a qualidade deste “Skyline”, a temática esgota-se num instante e durante muitos uns anos não vamos ouvir falar de grandes produções do género. É que “Skyline” é mau, ponto. Não é aquele género de filme que é tão mau, que acaba por ser bom. É mesmo muito mau, e o que custa mais é as suas pretensões de ser bom. Mas vamos por partes…

No filme seguimos um grupo de pessoas que se reúnem para se divertir, ainda que hajam alguns negócios por trás. Durante esses momentos de lazer, o filme tenta apresentar as personagens, mostrando o que fazem e como são as suas relações. De um lado temos Jarod e Elaine (Eric Balfour e Scottie Thompson), um duo apaixonado que visitam Terry (Donald Faison) e Candice (Brittany Daniel), outro casal que sofre alguns problemas na relação, especialmente devido aos ciúmes (justificados) da mulher com Denise (Crystal Reed), a assistente de Terry.

Todas estas relações são  superficiais, num estilo quase soap opera de baixo orçamento e anexadas a um guião risível, no mínimo. Depois lá chegam os Aliens, apresentados com naves tremendas que emitem uma luz azul que vai sugando os humanos até si. Este grupo de pessoas tenta assim sobreviver a um verdadeiro holocausto, enquanto vai encontrando outros sobreviventes pelo caminho.

Com diálogos sofríveis e uma história muito básica, que nunca são desculpas nos filmes de baixo orçamento, «Skyline» prossegue assim como uma péssima teleprodução do canal SyFy daqueles que vemos uns segundos e passamos à frente. Para piorar, a prestação dos atores é má e ninguém se salva. Balfour convence tanto com especialista em efeitos especiais, como Mark Wahlberg como professor de ciências em “The Happening”. Todos os outros estão ainda em pior destaque.

Com personagens más, atores em baixo rendimento, um guião fraco com diálogos paupérrimos, “Skyline” tem nos seus efeitos visuais a única nota positiva. Mas serão estes melhores dos que vemos em milhares de séries de TV? Nem por isso. São interessantes, bem construídos, mas até a sua concepção é limitada.

 
Skyline” até podia ter sido uma série interessante, e um dia ter um filme dedicado a si, mas no cinema, e nestes termos, é facilmente o pior filme do ano e são obras como esta que destroem a revitalização que “District 9” operou no género.

 

Jorge Pereira

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