‘Shrek Forever After’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Se a saga “Shrek” tem crescido nos lucros, ainda que o 3D falseie muito a comparação de resultados, é indiscutível que tem perdido muito em qualidade, caindo nas frequentes redundâncias, e ao contrário do que seria de esperar, numa cada vez maior infantilidade dos enredos e personagens, passado a animação para toda a família a ser uma obra para miúdos que os pais tem de forma aborrecida acompanhar às salas.
E o enredo deste quarto capítulo de “Shrek” consegue ainda pior que os anteriores, fracassando principalmente no patético vilão que nos apresenta, o que enfraquece a obra e em especial os nosso heróis.
Assim, assistimos neste quarto capítulo a um Shrek com saudades dos tempos de solteiro, uma altura em que não era apenas uma vedeta pop da localidade mas um ogre temível.
 
Num acto de loucura e pouca ponderação, ele aceita fazer um acordo com uma personagem muito tola, trocando um dia da sua vida por um dia em que ele voltará a ser o que sempre foi: um ogre longe de vedetismo e sem as crianças para lhe atormentarem os banhos de lama.
Como era de esperar, o homem com quem faz o acordo é um charlatão que se aproveita do contrato assinado para se apoderar do território outrora gerido pelos pais de Fiona, ficando o pobre Shrek longe da sua amada, pois nunca a chegou a salvar das masmorras, nem se casou com ela, nem teve filhos.
Aliás, com as mudanças executadas pelo vilão, ele nunca conheceu o burro, nem o gato das botas, agora gordo e molengão.
E se a ideia até estava engraçada, o seu desenvolvimento e os diálogos em torno das personagens tornam o filme em apenas mais um produto cinematográfico que vive das personagens, em vez da história, um pouco como “Madagascar”. Aliás, creio ser um problema da Dreamworks, que lá continua a ganhar bastante dinheiro com os seus filmes, especialmente pelas interessantes personagens que outrora criou, e não pelas histórias em que as coloca.
Dispensável…

O Melhor: O regresso das personagens
O Pior: Os diálogos e enredo em geral são muito redundantes

A Base: E se a ideia até estava engraçada, o seu desenvolvimento e os diálogos em torno das personagens tornam o filme em apenas mais um produto cinematográfico que vive das personagens, em vez da história, um pouco como “Madagascar”…4/10

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