«Skyline» (O Alvo Somos Nós) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Imaginem uma grávida no meio de uma invasão extra-terrestre em que a sua maior preocupação é que não fumem ao seu lado. Ou imaginem que uma desinteressante loira escolhe a mesma invasão para fazer uma cena de ciúmes por causa de uma fotografia. Isto é “Skyline”, um filme dos irmãos Strause, que anteriormente haviam assinado a sequela de “Alien vs Predator”.

A cidade de Los Angeles é invadida por uma força extra-terrestre que atrai humanos para uma, aparentemente sedutora, luz azul. À cidade haviam igualmente chegado, algumas horas antes, Jarrod e Elaine, de visita a um amigo. A partir daqui “Skyline” transforma-se num filme de sobrevivência face aos invasores, e que não se priva de nenhum dos clichés inerentes ao género, e sobretudo uma necessidade inexplicável de incutir dramas pessoais, porque aparentemente a invasão de aliens não é suficientemente para perturbar as existências daqueles seres. Já agora, amigos, há uma ferramenta óptima e recente para obter informações do mundo exterior… o Google…

Pior do que isso é que os clichés vêm acompanhados por personagens aborrecidas e completamente desprovidas de complexidade, complementadas por actuações fraquíssimas e diálogos de fugir. Aliás, quando o único momento emocional de tudo um filme é protagonizado por um alien gerado por computador talvez nos diga muito sobre os actores de carne e osso presentes na obra, na sua maioria caras mais, ou menos, conhecidas de séries televisivas.

No entanto, nem tudo é assim tão negativo. No meio do modesto orçamento vê-se que grande parte foi investido nos efeitos especiais que levaram um trato garboso que faltou a tudo o resto no filme. Por isso, quem deseja ver um filme modesto, mas com efeitos simpáticos, deve escolher “Skyline”. Quem procurar um bocadinho mais do que isso deve passar bem ao lado.

Concluindo, “Skyline” é um fraco telefilme de domingo ao fim da tarde com efeitos especiais interessantes e pouco mais. O final grita por sequela, e nós gritamos apenas, por favor, não! Um dos piores do ano.

Já agora, uma nota final para a escolha da última semana de 2010 para a estreia deste filme, deixando algumas das obras mais interessantes do ano remetidas para 2011, e outras irremediavelmente relegadas para o lançamento direto em DVD,. São opções das distribuidoras, e como tal discutíveis.

 
 
Carla Calheiros

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