Tendo como de fundo as belas paisagens da Toscana “Letters to Juliet” é um filme recheado de romantismo e doçura. Sophie (Amanda Seyfried) parte para Itália com o noivo Victor (Gael Garcia Bernal). Em terras italianas o casal demonstra a sua disparidade de interesses, e enquanto Victor se preocupa com a gastronomia e vinicultora, Sophie resolve explorar Verona.
É lá que descobre as cartas para Julieta, um local onde as mulheres podem desabafar por escrito o seu amor, e ver as suas cartas respondidas por um grupo de senhoras que se intitulam as secretárias de Julieta.
É aqui que Sophie descobre a carta de Claire (Vanessa Redgrave) uma carta com 50 anos que pede ajuda para um grande amor. Sophie incumbe-se de responder à carta, e passado algum tempo aparece Claire, hoje uma senhora, acompanhada pelo neto que se propõe a procurar o amor de Lorenzo perdido há 50 anos.
A partir daqui é fácil adivinhar o resto da história. Sempre de uma forma muito doce Sophie vai-se envolvendo na busca de Lorenzo e afastando-se cada vez mais de Victor.
Apostando sobretudo no lado mais feminino da história é notório que os personagens masculinos pouco mais são do que meros acessórios na procura de um grande amor.
“Letters to Juliet” é claramente um filme muito vocacionado para o público feminino, romântico, afectuoso e sem grandes sobressaltos, mas que se assiste com todo o gosto.
O Melhor: As paisagens da Toscana, a doçura, o “guilty pleasure” de ver com agrado algo deliciosamente previsível.
O Pior: Os personagens masculinos foram esquecidos no filme.
A Base: “Letters to Juliet” é claramente um filme muito vocacionado para o público feminino, romântico, afectuoso e sem grandes sobressaltos…5/10
Carla Calheiros

