Robert De Niro e Edward Norton voltam a reencontrar-se no cinema após “The Score” neste “Stone”, um filme que ainda mais que o antecessor, desperdiça os talentos que tem através de personagens em iminente explosão, mas que nunca realmente arrancam para algo mais do que o que são.
Stone (Edward Norton) foi condenado à prisão por doze anos por cumplicidade num crime bastante macabro, que envolveu assassinato e fogo posto. Ele já cumpriu oito anos e deseja obter a liberdade condicional e deixar o cativeiro. Porém, e para sair antes do tempo, ele tem de ser avaliado por Jack (Robert De Niro), um agente à beira da reforma insatisfeito com a vida e marcado por atitudes passadas em relação à sua mulher. Com a sua liberdade nas mãos de Jack, Stone decide envolver a sua esposa, Lucetta (Milla Jovovich), na história, indo esta seduzir o agente e fomentar a libertação do seu marido.
O filme prossegue então pelo campo dos dilemas morais, quer de De Niro, quer de Norton, pessoas que apesar de muito diferentes tem problemas com a vida que têm. A vida de Jack podia ter sido diferente se por acaso tivesse concretizado um acto horrível no passado. Pelo contrário, a vida de Stone mudou imenso com o tal acto já descrito no passado. Mas falta muita coisa neste filme neo-noir para que triunfe. Os diálogos são fracos, e há pequenos detalhes da vida das personagens que são analisadas de forma muito superficial. Como o ambiente do filme é sempre de “isto vai acabar muito mal”, o espectador mantêm-se sempre interessado no desenlace final, ficando porém no término um valente amargo de boca e uma tremenda frustração com uma obra que nunca soube, nem mostrou bem, o que queria, a não ser ter no elenco actores famosos e com créditos.
Dispensável
O Melhor: A cena em que Norton vê a morte mas “ouve” a vida. Há qualquer coisa de Malick nesta cena
O Pior: Guião sofrível em que não sabe bem o que se quer fazer com o material.
A Base: Como o ambiente do filme é sempre de “isto vai acabar muito mal”, o espectador mantêm-se sempre interessado no desenlace final, ficando porém no término um valente amargo de boca e uma tremenda frustração com uma obra que nunca soube, nem mostrou bem, o que queria… 4/10
Jorge Pereira