‘Devil’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Nunca fui um fã, nem um opositor de M. Night Shyamalan naqueles que muitos consideram os seus tempos áureos. Em “The Sixth Sense” descobri a verdade cedo demais e arruinei, a mim mesmo, o desenlace da obra. “Unbreakable” era interessante na abordagem ao conceitos heróis/vilões, mas não me  fascinou por aí além.  Depois veio “Signs”, para mim o melhor filme de Shyamalan, obra que que gerou muitos ódios por aí fora.
Nesse filme seguimos o destino, e que tudo acontece por alguma razão, sendo a Fé um dos princípios fortes de toda a essência da obra.
Em “Devil” voltamos a sentir muito de “Signs”, ainda que estejamos num filme mais esplícito, quer graficamente, quer nos conceitos.
Estamos em Filadélfia e cinco estranhos entram num elevador. Passados alguns momentos o elevador encrava e não parece haver maneira de o colocar a andar. Estranhamente começam a acontecer eventos que vão revelar que afinal esses – aparentemente – estranhos têm muitas coisas em comum e que um deles não é mais, nem menos, que o Demónio.
A partir daqui os segredos começam a revelar-se, começando cada personagem no elevador a ser misteriosamente assassinada. Resta assim a um policia que perdeu a fé (onde é que já vimos isto) assimilar os eventos através de uma câmara de vigilância e tentar deter o mal.
Passado num espaço claustrofóbico, e com um ambiente de filme B, “Devil” é uma agradável surpresa, e uma fita com suficientes nervos e surpresas/twists para nos atrair. Os inocentes não são tão inocentes como aparentam, e há um plano maior que os levou a juntar-se ali. É como se John Locke de “Lost” visse “Signs” e “Fallen” e decidisse fazer um filme de terror num elevador na “Torre do Inferno”.
A não perder, e apesar de Shyamalan não realizar – esse trabalho coube a John Erick Dowdle – todos os seus elementos clássicos estão lá…E ao melhor nível…

O Melhor:
Não há confidencias. Tudo acontece por uma razão. O principio de “Signs” regressa em força
O Pior: Os actores são fraquinhos

A Base:
“Devil” é uma agradável surpresa, e uma fita com suficientes nervos e surpresas/twists para nos atrair…7/10
 
Jorge Pereira
 

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