E assim é. Jean Reno interpreta um mafioso de Marselha, com um código muito próprio de honra, que abandona a sua condição de patrão do crime e decide dedicar-se à sua família. Porém, e muitos anos depois, o seu parceiro de outros tempos decide limpar-lhe o sebo e manda oito atiradores para um parque de estacionamento onde ele vai estar. 22 balas depois, a personagem de Jean Reno encontra-se num hospital, miraculosamente vivo e sedento de vingança. Um a um, os homens que o tentaram assassinar vão ter direito à vingança.
E apesar de o filme ter interpretações conseguidas, personagens de certa maneira memoráveis e alguns diálogos muito bem conseguidos, falta algum tom mais misterioso a toda a uma obra com um final demasiado esperado.
Richard Berry, que realiza a película de forma extravagante e com sequências de grande adrenalina, não consegue porém fugir à temível previsibilidade dos eventos, ficando o filme limitado ao uma obra de acção que entretém, mas que não se torna memorável, como as semelhantes (na forma) de Johnny To (que adora este género de filmes).
Assim, “22 Balas” acaba por ser uma obra do momento, interessante para quem quer ver um filme mas pouco mais.
O Melhor: Os diálogos de Jean Reno com a polícia
O Pior: A previsibilidade da obra
A Base: “22 Balas” acaba por ser uma obra do momento, interessante para quem quer ver um filme mas pouco mais…6/10

