“The Brothers Bloom” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Em quem e no quê devemos acreditar é o maior desafio de “Brothers Bloom”, uma comédia “screwball” que mostra que os dotes de Rian Johnson (“Brick”) são mesmo reais, ainda que necessitem de alguns ajustamentos e um forte toque de poder de síntese.

No filme seguimos dois irmãos, brilhantemente interpretados por Mark Ruffalo e Andrien Brody, que desde pequenos se dedicam a aplicar pequenos golpes com vista a ganhar dinheiro. Pelo meio, vão-se cruzar-se com uma mulher excêntrica que colecciona os hobbies (Rachel Weisz) de outras pessoas e, conjuntamente com uma asiática pouco faladora mas bem expressiva (Rinko Kikuchi), vão aplicar fraudes, quer dentro, quer fora do grupo.

O filme vive assim de situações tremendamente bizarras, personagens bastante estilizadas e twists sobre twists como se não houvesse amanhã. Aqui surge a maior dificuldade do espectador, pois a certo ponto -e tal como as personagens – já não sabemos bem o que é real ou apenas mais uma farsa.

Com um elenco forte e verdadeiros momentos de humor, “Brothers Bloom” é um filme divertido de se ver, especialmente na sua primeira hora e antes de começar a ter reviravoltas a cada 10 minutos.Quando o filme entra neste caminho perde fulgor e, a certo ponto, o espectador já quer uma resolução e está saturado de mudança.

Com isto, e como disse acima, Rian demonstra excelentes dotes de argumentista e realizador, mas perde-se quando quer mostrar mais, mais e mais. Talvez seja um problema de ambição em demasia, mas que acaba por aniquilar uma obra que começa de forma soberba.

De qualquer maneira, “Brothers Bloom” merece uma olhadela…

O Melhor: A primeira meia hora de filme.
O Pior: A infindável soma de twists a caminho do fim.

A Base
Com um elenco forte e verdadeiros momentos de humor, “Brothers Bloom” é um filme divertido de se ver, especialmente na sua primeira hora e antes de começar a ter reviravoltas a cada 10 minutos 6/10

Jorge Pereira

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