Filmado em Barcelona e com o argumento de Antonio Trashorras (“El espinazo del diablo” de Guillermo Del Toro), «Agnosia» segue uma mulher, Joana Prats (Bárbara Goenaga), que sofre de uma doença neuropsicológica rara que afecta a sua percepção. Ainda que os seus olhos e ouvidos estejam em perfeitas condições, a sua mente não interpreta bem os estímulos que recebe desses sentidos, sendo frequente ela ter de ser isolada porque absorve demasiada informação e não a consegue filtrar.
Conhecedora de um segredo industrial, que envolve uma lente ultra-poderosa, a rapariga será vítima de um plano sinistro que visa extrair-lhe a informação, aproveitando a sua confusão sensorial, que a torna incapaz de reconhecer objectos quotidianos.
Sem nunca fascinar, «Agnosia» é um thriller de época morno mas eficaz, com algum suspense e até uma componente romântica que acaba por ajudar a nos envolver ainda mais no enredo. O facto de o filme se situar no século XIX em Barcelona, onde são inúmeras as convulsões sociais e uma guerra contra os «anarquistas», dá ainda mais força ao desejo de alcançar o segredo industrial, que poderá mudar o rumo da história. As boas prestações dos actores são uma mais valia, num filme acima de tudo sólido e arrojado que como pecado tem apenas o facto de nunca explodir para algo verdadeiramente marcante.
Mas um bom regresso de Eugénio Mira.
O Melhor: O trio principal de actores e a estética
O Pior: É sempre muito morno e nunca explode
A Base: Sem nunca fascinar, «Agnosia» é um thriller de época morno mas eficaz……6/10

