«Burke and Hare» segue a história de dois amigos que vivem de pequenos esquemas na Escócia, no século XIX. Um dia apercebem-se de uma oportunidade de negócio na venda de cadáveres para estudos médicos. No entanto, e dada a falta de “matéria-prima”, Burke e Hare decidem dar uma “mãozinha” ao aparecimento de novos cadáveres.
O primeiro facto curioso desta comédia é que a história é baseada em factos supostamente reais sobre dois “serial-killers” que assustaram Edimburgo no decorrer do século XIX, e cujas façanhas já foram adaptadas diversas vezes ao cinema.
Simon Pegg (“Shaun of the Dead”) e Andy Serkis (o Gollum de “Lord of the Rings”) encabeçam o elenco que conta ainda com nomes respeitáveis como Tom Wilkinson e Christopher Lee. Na verdade, «Burke and Hare» tinha todos os elementos para se tornar memorável ao nível de um dos melhores episódios da mítica série “BlackAdder”. Realmente tinha, mas não consegue.
O filme não consegue arrancar gargalhadas, e – pior do que isso – chega a tornar-se enfadonho, nomeadamente na vertente mais romântica da história.
«Burke and Hare» desilude, pois acaba por ser uma comédia completamente banal mas que poderia ter sido muito mais do que realmente é. Potencial não lhe faltava. Na realização está John Landis, realizador de trabalhos tão dispares como “¡Three Amigos!”, “Um príncipe em Nova Iorque”, ou o video-clip “Black and White” de Michael Jackson, mas cujo longo afastamento do grande ecrã não trouxe particular frescura no regresso.
O Melhor: Simon Pegg
O Pior: Não ter a capacidade de explorar o seu próprio potencial.
A Base: “Burke and Hare” desilude, pois acaba por ser uma comédia completamente banal, mas que poderia ter sido muito mais do que realmente é. 4/10
Carla Calheiros

