Fantasporto 2011: ‘TiMER’ por Margarida Proença

(Fotos: Divulgação)

Se cada vez mais somos invadidos por novas tecnologias, capazes de fazer as coisas mais inacreditáveis possíveis, “TiMER” mostra-nos isso mesmo, e é uma comédia romântica que consegue fugir à regra simplesmente pela sua originalidade.

Tudo se baseia num simples dispositivo, que é colocado no pulso da pessoa que o deseja, e cujo objectivo é indicar quantos dias faltam até encontrar a sua cara-metade, a única pessoa no mundo a que está destinada. Mas será isso uma coisa boa? Ficaremos sozinhos até encontrarmos a nossa alma gémea? Mesmo que demore uma eternidade? Não estarão todas as outras paixões condenadas? 

Oona O’Leary (Emma Caulfield) é uma mulher preste a tornar-se numa trintona, que como a maioria da população optou por esta nova invenção, mas que vive num dilema porque o seu dispositivo está em branco. Tornando-se obcecada pelo seu grande amor, Oona vai namorando com homens sem dispositivo, a fim de encontrar o seu par perfeito, mas sem qualquer efeito positivo. Por outro lado, Steph (Michelle Borth), meia irmã de Oona, prefere aventuras a se comprometer, pois segundo o seu dispositivo, ela não conhecerá o seu homem encantado até aos 43 anos. 
É essa obsessão com o tempo, e com as relações durante o “tempo de espera”, que a realizadora e argumentista Jac Schaeffer nos mostra; por um lado este novo dispositivo tem os seus prós, evitando o sofrimento e a humilhação do fim das relações, mas também tem os seus contras. E quando Oona conhece Mikey (John Patrick Amedori), um jovem músico de 22 anos que trabalha num supermercado, é que nos apercebemos que problemas esse tal dispositivo pode originar, deixando-nos a questão – não nos podemos apaixonar por outra pessoa que não nos esteja destinada? 
“TiMER” é assim uma deliciosa comédia romântica que vale a pena ver mesmo pela sua originalidade. E no que toca ao elenco, por mais que não sejam actores minimamente famosos, eles cumprem o seu papel, fazendo com que o público se apaixone pelas suas personagens.

 

 

O Melhor: “TiMER” é assim uma deliciosa comédia romântica que vale a pena ver mesmo pela sua originalidade.” 

O Pior: Não ter estreia comercial em Portugal.

Base: Se cada vez mais somos invadidos por novas tecnologias, capazes de fazer as coisas mais inacreditáveis possíveis, “TiMER” mostra-nos isso mesmo… 8/10

 

 

Margarida Proença

 

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