Baseado em factos reais, “All Good Things” começa em 1971 e segue a história de David Marks (Ryan Gosling), um homem estranho, marcado pelo passado e muito subjugado pelo pai, um pequeno magnata proprietário de parte da Times Square em Nova Iorque.
Marks acaba por casar com Katherine (Kirsten Dunst), uma rapariga de origem humilde. No entanto, o seu comportamento estranho vai escalando ao longo do casamento. Katherine mantém-se com ele, mas desaparece após dez anos de casamento, num dos mais estranhos casos sem solução de Nova Iorque, sobretudo pelo prestígio dos Marks.
Andrew Jarecki realiza um filme que vai mantendo um grau de interesse constante ao espectador e que vai demonstrando aos poucos a natureza das diferentes personagens, especialmente o seu lado mais dúbio.
No entanto a mistura de realidade e ficção acaba no final por se revelar pouco satisfatória para espectador, sobretudo mediante o potencial da primeira parte do filme. Assim sendo, “All Good Things” é um filme interessante e com boas interpretações, mas cujo final acaba por nos deixar com uma enorme sensação de frustração.
O Melhor: Gosling e Dunst.
O Pior: Jarecki podia ter explorado melhor o lado negro dos seus personagens secundários.
O Pior: Jarecki podia ter explorado melhor o lado negro dos seus personagens secundários.
A Base: “All Good Things” é um filme interessante e com boas interpretações, mas cujo final acaba por nos deixar com uma enorme sensação de frustração. 5/10
Carla Calheiros

