‘Shelter’ por Shannon Griffithys

(Fotos: Divulgação)

Um actor também tem de ganhar a vida. Esta deve ser a filosofia de Julianne Moore, uma verdadeira estrela do cinema americano capaz de executar brilhantes prestações, como em “Boogie Nights”, “The End Of The Affair” ou o recente “The Kids Are All Right”, e protagonizar filmes menores, como “Abduction”, “Freedomland” e este “Shelter”.

Aqui ela interpreta o papel de Cara Jessup, uma psiquiatra que vive muito da reputação de desmascarar a ideia da múltipla personalidade em pacientes criminais. Mas claro, tudo muda quando ela conhece Adam (Jonathan Rhys Meyers), um homem que aparentemente padece dessa condição.

A partir daqui desenrola-se um filme que toca no sobrenatural, havendo pregadores demoníacos, montanhas enigmáticas, seitas e alguns crimes ao barulho, fazendo muitas vezes a personagem de Jonathan Rhys Meyers lembrar a de Edward Norton em “Primal Fear”. Isto pelo menos na primeira parte do filme, que até tem algum sentido. Depois lá vêm os assuntos do além e o filme perde nexo, orientação e qualquer tipo de interesse, transformando-se a recta final num chorrilho de non sense  sobrenatural, que dá mais vontade de rir que propriamente sustos.

Realizado por Måns Mårlind e Björn Stein, que brevemente pegarão na nova entrega do franchise “Underwolrd”, ‘Shelter’ é assim um filme mal conseguido, que inicialmente ainda consegue angariar o nosso interesse mas que, rapidamente, delapida o alcançado no meio de patetices narrativas. Destaque porém para a direcção artística, que consegue dar o ambiente necessário de intriga para que consigamos ver esta obra até ao fim.

O Melhor: Os actores.
O Pior: Há dois filmes em “Shelter”. Só um tem sentido e interesse.

A Base: Obra menor de Julianne Moore, que cada vez que entra no reino do sobrenatural mete a pata na poça… 2/10

Shannon Griffithys

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