E dificilmente verão um filme, não pornográfico, em que as duas personagens permanecem constantemente nuas durante toda a duração da obra. Alba afirma ser lésbica. Natacha diz que não, que esta é apenas uma experiência. Por entre gestos de carinho e algum sexo, elas vão falando um pouco das suas vidas, entre mentiras e verdades, relacionando frequentemente as suas vidas a pinturas que se encontram pelas paredes
E não é inocente o facto de ambas colocarem uma espécie de bandeira no estandarte do Hotel, como que reclamando para aquele espaço um território autónomo, onde nem o prestável assistente do Hotel tem acesso (nem com os pepinos quentes)…
Assim o filme desenrola-se entre o erotismo e conversas quotidianas, por vezes de forma poéticas, e definitivamente intelectuais. Mas passados alguns minutos das conversas, o filme repete-se em redundâncias. As personagens estão longes de nos cativar completamente, apesar das suas prestações serem positivas. Os diálogos são por vezes bacocos e desinteressantes, e só na recta final, quando a verdade começa mesmo a delinear-se, fica uma sensação real de charme e química entre as personagens, que raramente deixaram de parecer apenas “vítimas” de uma “one night stand”.
O Melhor: A recta final e a verdade a surgir
O Pior: Derradeiramente o filme tenta vender uma história de amor, mas no fundo nunca saiu de uma ‘One Night Stand’ com alguns diálogos interessantes
A Base: “Habitación en Roma” é uma espécie de “Before Sunset” sexualmente activo e lésbico, onde porém nunca fica a sensação de o nascer de um amor, mas apenas uma noite de sexo…4/10

