
A partir daqui cria-se um thriller multi-dimensional e espacial. A acção passa então a decorrer num cargueiro com destino a Roterdão, onde Chris embarca mais uns colegas para um último golpe, e na Islândia, onde Íris tem de lidar com os criminosos que procuram o irmão e com Steingrimur, que não se importava nada que Chris fosse de novo detido. Aliás, não foi de todo inocente o facto de ter sido este a financiar o golpe de Chris.
É fácil entender porque Reykjavik-Rotterdam terá um remake americano, curiosamente realizado por Kormakur. Cinematograficamente a linguagem de acção não deixa nada a desejar ao cinema americano. Para além disso, há demasiadas coisas a acontecerem ao mesmo tempo, quer seja o thriller em alto mar e em Roterdão (que pelo clima faz lembrar os “Heist movies”), até ao conflito pessoal do triângulo amoroso com implicações em terra, com personagens bem definidas e em plenos conflitos interiores.
Finalmente, ainda há um humor bastante apurado e seco nas situações relatadas, sendo o seu expoente máximo quando numa garagem obscura uma das personagens tenta fugir com uma carrinha velha.
Por essas e por muitas mais razões, ‘Reykjavik-Rotterdam’ é um filme muito curioso e acessível de se ver, ainda que longe de ser um possível candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – foi submetido pela Islândia.
O Melhor: A acção ocorre em vários sítios simultaneamente, o que dá um ritmo frenético ao filme
O Pior: Os vilões são mais estereotipados do que deviam

