No seio dos documentários, e especialmente no reino dos festivais dedicados a eles, multiplicam-se, já de forma convencional, os retratos à la Wiseman de espaços movidos por relações humanas. Este ano já assistimos na Berlinale ao curioso, mas deveras fastidioso, “Mr Bachmann and His Class”, de Maria Speth, e “Public Library” apresenta-se da mesma forma, retratando em jeito de observação simples os utilizadores da biblioteca pública de informação do Centre Pompidou em Paris.
Há natural interesse nas figuras que se atravessam pela nossa frente, algures entre o analógico e o digital, todos com sede de algum tipo de conhecimento ou simplesmente a tomarem a sua dose necessária de arte, mas acima de tudo o que se mostr é uma sede do ser humano de algo mais que o terreno. Sejam escritores potenciais, a músicos, passando por estudantes, uns de passagem, outros já habitués, este local de passagem transforma-se num espaço de rotinas, de vivências, sonhos e ilusões, não diferente da casa que muitos sem-abrigo chamam a diversos “não lugares”..
Produzido pelo Brussels Video Centre, “Public Library” é um objeto curioso e ultra modesto, tendo felizmente consciência disso e das suas limitações e ambições.

















