
O cineasta grego Nikos Panayiotopoulos, pioneiro do Novo Cinema Grego na década de 1970, morreu na passada segunda-feira em Atenas, vítima de um ataque cardíaco. Ele tinha 74 anos.
Nascido na ilha de Lesbos em 1941, Panayiotopoulos estudou cinema em Paris, onde viveu de 1960 a 1973, regressando à Grécia logo após a revolta estudantil que viria a provocar a queda da ditadura no país.
A sua primeira longa-metragem data de 1974, The Colors of Iris, e arrecadou o prémio pela cinematografia no Festival de Cinema de Salónica. Quatro anos depois lançou The Idlers of the Fertile Valley, filme que lhe valeu mais dois prémios em Salónica e o reconhecimento internacional com a conquista do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno. Esta obra viria, vinte anos depois, e juntamente com o seu filme The Woman Who Dreamed (1987), a ser exibido no MOMA (Museu de Arte Moderna), em Nova Iorque. Ambas as fitas estavam incluidas numa retrospetiva com os 50 filmes mais representativos do cinema grego.
No início dos anos 80 lançou Melodrama? (1980), obra que passou por Portugal pelo Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz. Foram precisos 5 anos para o grego lançar um novo filme, neste caso Varieté (1985), uma fita que seguia de forma curiosa um cineasta que experencia sensações genuinas enquanto cria personagens para o seu mais recente filme.
O drama The Bachelor (1987) e o filme noir I’m Tired of Killing Your Lovers (2002) foram outros filmes que marcaram uma carreira que se prolongou até 2015, altura em que lançou nos cinemas gregos Rembrandt’s Daughter.

