Morreu Silvana Pampanini, a «Bela de Roma»

(Fotos: Divulgação)

A atriz Silvana Pampanini, diva do cinema italiano que atuou em mais de cinquenta filmes e reinou como símbolo sexual em Itália na década de 1950, morreu na passada quarta-feira em Roma. Ela tinha 90 anos.

Conhecida como A Bela de Roma depois de participar no filme homónimo de Luigi Comencini, a musa do cinema italiano do pós-guerra tornou-se conhecida após o concurso Miss Itália de 1946. A sua popularidade levou-a ao cinema, estreando-se em 1947 em Apocalipse, um filme de Giuseppe Maria Scotese. Seguiu-se O Segredo de D. João, de Camillo Mastrocinque, e Girândola de Estrelas (1949), de Mario Mattoli. Em 1950 participa em diversas produções, mas é com O 13º Homem, de Mario Mattoli, que se transforma num sex symbol imparável ao aparecer com visual pin-up.

A Mulher que Inventou o Amor (1952), As Aventuras de Mandrin (1952), Processo Contra a Cidade (1952), Um Marido Para Ana (1953)L’incantevole nemica (1953), no qual participava Buster Keaton, e Contos Romanos (1955), onde Totò e Vittorio De Sica surgiam no elenco, foram outras produções da atriz nesta década.

Pampanini, que se tornou conhecida em França como Nini Pampam, também trabalhou com Jean Gabin, Henri Vidal e Abel Gance. Ela tornou-se um ícone da beleza italiana em todo o mundo, abrindo a porta a outras divas do cinema italiano como Sophia Loren e Gina Lollobrigida.

Na década de 1960, e já com 40 anos, a atriz conseguiu muitos menos papéis no cinema, destacando-se ainda assim a sua participação em O Gaúcho (1965), de Dino Risi.

Embora nunca tenha casado nem tido filhos, Pampanini foi envolvida em muita especulação sobre relacionamentos com inúmeros de homens famosos, incluindo o líder cubano Fidel Castro, o Rei Farouk do Egito, Orson Welles e Omar Sharif.

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