Tribunal polaco recusa extraditar Roman Polanski

(Fotos: Divulgação)

Um tribunal polaco decidiu hoje que Roman Polanski não será extraditado para os EUA para ser julgado.

«Estou muito feliz que este caso tenha terminado», admitiu o cineasta polaco-francês numa conferência de imprensa em Cracóvia. «Este caso custou-me muito esforço, muita coragem e muita saúde (…) E foi muito duro também para a minha família. Eles sofreram ainda mais que eu», adiantou ainda o realizador de 81 anos, congratulando-se pela «independência dos tribunais polacos» contra as pressões do novo governo do país. Recorde-se que Jaroslaw Kaczynski, líder do partido polaco Lei e Justiça, que venceu recentemente as eleições parlamentares na Polónia, defendeu que o cineasta deveria ser deportado para os Estados Unidos.

Convém salientar que esta decisão judicial poderá ainda ser revista caso o procurador polaco, que representa a parte norte-americana, apele. «O tribunal de apelo poderá manter o veredito, alterá-lo ou reenviar o assunto para um novo exame perante o tribunal de primeira instância», adiantou a porta-voz do tribunal de Cracóvia, Beata Gorszczyk, em declarações à AFP. Caso um tribunal de instância superior decida pela extradição, caberá ao Ministério da Justiça tomar a decisão.

Recordamos que todo este caso remonta a 1977 quando o cineasta foi acusado de ter sexo com Samantha Geimer, na época com 13 anos de idade. O diretor fez um acordo com os promotores norte-americanos e declarou-se culpado de “relação sexual ilegal“, cumprindo mesmo 42 dias de detenção. Temendo que o juiz do caso invalidasse o acordo e o obrigasse a passar vários anos na cadeia, Polanski fugiu para França em 1978, ficando protegido pelas leis que proíbem o país de entregar os seus cidadãos à justiça de outros países. Desde então, Polanski já teve de passar por uma situação semelhante na Suiça, quando foi detido em 2009.

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