Novo governo polaco defende a extradição de Roman Polanski para os EUA

(Fotos: Divulgação)

Segundo o jornal britânico The Guardian, Jaroslaw Kaczynski, líder do partido polaco Lei e Justiça, que venceu recentemente as eleições parlamentares no país, defendeu que Roman Polanski deve ser deportado para os Estados Unidos para ser julgado por ter tido sexo com uma menor de idade em 1977.

Kaczyński, que usou o caso como uma das bandeiras eleitorais do seu partido nacionalista e eurocético, afirmou ainda que «rejeita totalmente a postura» de manter o cineasta livre devido ao seu reconhecimento mundial. Estas afirmações chegam num momento em que Polanski será ouvido num tribunal polaco a 30 de outubro, altura em que poderá sair uma decisão sobre o pedido de extradição feito pelos EUA em 2014. Se o tribunal der o seu aval à extradição, o processo seguirá para o ministério da justiça polaco, a quem caberá a decisão final.

Recordamos que, acusado de ter sexo com Samantha Geimer, na época com 13 anos de idade, o diretor fez um acordo com os promotores norte-americanos e declarou-se culpado de “relação sexual ilegal“. O cineasta chegou mesmo a cumprir 42 dias de detenção, mas temendo que o juiz do caso invalidasse o acordo e o obrigasse a passar vários anos na cadeia, Polanski fugiu para França em 1978, ficando protegido pelas leis que proíbem o país de entregar os seus cidadãos à justiça de outros países.

Vale a pena ainda lembrar que a vítima, Geimer, já veio várias vezes a público afirmar que é inteiramente injusto que a justiça continue a perseguir o realizador tantos anos depois e que «não tem razões para o odiar» [ler artigo].

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