John Carter é um capitão do exército, desiludido com a vida que se torna garimpeiro de ouro. É aqui que se vê envolvido na luta entre o exército e os apaches, e é numa gruta que encontra um medalhão que o transporta para Marte.
Lá torna-se escravo de uma raça de marcianos verdes, e é apanhado numa luta entre duas fações de humanos, uma delas liderada por uma princesa que recusa a ter um casamento imposto. A partir daqui acontecerá o esperado com Carter, que adquiriu capacidade de saltar, e um força brutal no planeta Vermelho, e que vai tornar-se o herói mas também um alvo a abater.
O primeiro aspeto que salta à vista é a enorme semelhança ao nível dos cenários entre este filme e “Guerra das Estrelas: Ameaça Fantasma”, e até outros filmes mais recentes que tem apostado no cenários western futurista. A isso não é de todo alheio o fato de a obra de Edgar Rice Burroughs ter sido pioneira na Ficção Cientifica que conhecemos hoje em dia.
Andrew Stanton acaba por realizar um produto competente que conjuga a ação necessária com uma história que acaba por ser bastante interessante. Os resultados das bilheteiras, que tem ficado abaixo das expetativas dos produtores, podem ditar o fim da saga. No entanto, o final clama pela sequela que também já é pedida pelos fãs do filme.
“John Carter” tinha tudo para ser apenas mais uma blockbuster descerebrado: os efeitos especiais, o orçamento milionário e claro imensa ação. No entanto, a verdade é que o filme de Andrew Stanton baseado na centenária obra de Edgar Rice Burroughs se revela numa obra interessante e de entretenimento garantido. Pela lado negativo o fato de a aposta nas sequências de ação tornarem partes do argumento menos claras, e compreensíveis.
O Melhor: Destacar-se de entre alguns dos filmes do género.
O Pior: A aposta forte nas sequências de ação acaba por deixar pontas “soltas” na narrativa.
| Carla Calheiros |

