«De vrais mensonges» ( Uma Doce Mentira) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Emilie tem um cabeleireiro. Embrenhada nas contas e nos negócios,  não tem tempo para o amor: No entanto é amada à distância por Jean, um biscateiro que trata da manutenção do cabeleireiro e que lhe escreve uma intensa e apaixonada carta anónima. Ignorando os apelos do coração, ela desdenha a carta, mas resolve usar as palavras para dar alegria à sua mãe, separada e carente.
 
Este é o ponto de partida para uma deliciosa e leve comédia romântica de enganos onde acaba por se cruzar um improvável triângulo amoroso. O filme aposta fortemente nos elementos visuais e sobretudo nas expressões faciais dos intervenientes – nas quais Audrey Tautou, com o seu rosto jovial que enche o ecrã, é especialista.
 
As fragilidades das personagens também são um ponto forte, recorde-se a inconveniência da inocente Paulette, ou até a dificuldade de Emilie em falar com Jean quando descobre que por trás do simples biscateiro está um homem estudado e muito inteligente. Tudo construído para nos fazer sorrir, rir, e torcer por um final feliz durante hora e meia.
 
Destaque claro para o trio de protagonistas, com Audrey Tautou (a eterna Amelie), Nathalie Baye e Sami Bouajila a liderarem, e com os secundários, num núcleo maioritariamente feminino a terem igualmente os seus momentos para brilharem.
 
Embora possa ser considerado um filme claramente vocacionado para o público feminino, “Uma doce mentira” é um daqueles filmes que pode entrar no grupo dos “guilty pleasures” inconfessáveis para os homens. Uma das melhores e mais inspiradas comédias românticas dos últimos tempos. 
 
O Melhor: O charme dos personagens.
 
O Pior: Passar despercebido.
 
 
 Carla Calheiros
 

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