Está confirmado. A Netflix assumiu publicamente a compra da Warner Bros., num negócio avaliado em 82,7 mil milhões de dólares. O acordo foi anunciado num comunicado conjunto e inclui os estúdios de cinema e de televisão da WBD, além da plataforma de streaming HBO Max.
Os acionistas da WBD vão receber 23,25 dólares em dinheiro e 4,50 dólares em ações da Netflix por cada título detido, mantendo-se separadamente o negócio dos canais lineares — CNN, TNT, HGTV e Discovery+ —, cuja concretização está prevista para o terceiro trimestre de 2026.
“Ao combinar a biblioteca da Warner Bros.—dos clássicos Casablanca e Citizen Kane aos fenómenos Harry Potter e Friends—com títulos como Stranger Things, poderemos entreter o mundo ainda melhor”, afirmou Ted Sarandos, CEO da empresa.
Do lado da WBD, o presidente executivo David Zaslav descreveu a fusão como a união de “duas das maiores empresas de storytelling do mundo”, garantindo que o acordo permitirá que as histórias e franquias do estúdio continuem a chegar a audiências globais “por gerações”.
A compra surge depois de meses de especulação e de uma luta feroz com a Comcast e a Paramount Skydance, com os analistas a alertarem que os estúdios de média dimensão já não conseguem competir com o poder financeiro das gigantes tecnológicas.
Resta agora saber se esta aquisição terá a aprovação regulatória. A operação levanta preocupações no setor. A Directors Guild of America — Sindicato dos Realizadores — quer reunir com a Netflix para “entender a visão” da empresa, enquanto o presidente da Cinema United alertou que a aquisição representa “uma ameaça sem precedentes” para a exibição cinematográfica mundial.
No comunicado, a Netflix garante que vai manter os lançamentos nas salas de cinema.

