
1º Fish Tank
Costumo de ser acusado de não gostar de filmes com famílias disfuncionais. É errada esta afirmação, e uma demonstração disso é a presença de “Fish Tank” na minha lista, que se estivesse no primeiro lugar não faria grande diferença. Com uma brilhante prestação de Katie Jarvis, o filme circula em torno das interacções desta, numa obra de eleição.
2 º The Road
Passado num futuro não definido, “The Road” é um intenso drama pós-apocalipse que coloca lado a lado um pai e um filho, Viggo Mortensen e Kodi Smit-McPhee, numa intensa luta pela sobrevivência num mundo devastado, traumatizado e onde parece que só há vilões e maldade. Com duas interpretações fortes, o filme demonstra, tal como em “Proposition” (que defini no seu ano de estreia como o Melhor do Ano) o lado instintivo e primitivo do homem, indo porém mais longe e colocando dois seres repletos de humanidade (o fogo que eles falam que lhes incendeia o peito) no meio de uma selva de criminosos com personalidades tenebrosas.
3º The Social Network
História ficcional sobre a criação do Facebook. Aquilo que podia ser um filme sobre geeks, acaba por ser transformado numa obra tensa sobre amizades, traições, mas acima de tudo, de perseverança.
4º Celda 211
Juan Oliver (Alberto Ammann) é um jovem guarda prisional que decide visitar o local onde futuramente vai trabalhar para conhecer melhor os cantos à casa. Enquanto está na sua visita de estudo, estala um motim, e Juan é deixado no meio dos presos. Estes, sem o conhecerem, acreditam que ele é um novo detido.
Um grande thriller espanhol que põe em causa as pessoas e a sua natureza quando confrontadas com situações adversas. Quem são os bons, ou os maus? Esta é a grande questão
5º A Serious Man
Um pequeno grande filme dos Coen que vence pela forma minimalista mas repleta de sentimentos e humor. Uma dissecação notável de uma comunidade judaica através do relato de um homem numa crise existencial.
6º Winter’s Bone (Estoril Film Festival)
Intenso drama sobre uma jovem que procura desesperadamente o pai, um fugitivo da lei, que hipotecou a casa para pagar a fiança. Com uma das mais intensas performances femininas do ano (Jennifer Lawrence), “Winter’s Bone’ é um filme pesado, mas muito refrescante em terras americanas, que dão à paisagem o que o cinema australiano tem feito na última década: dár-lhe o estatuto de personage.
7º Ondine
Conto de fadas moderno que mistura o misticismo escandinavo, irlandês e escocês com os dramas contemporâneos inerentes às classes baixas das zonas costeiras da Irlanda. Destaque para a fabulosa prestação dos actores, numa das melhores histórias de amor do ano.
8º Toy Story 3
Uma tremenda vitória da Pixar, não apenas por ser já o filme mais rentável de sempre da produtora, mas por nos fazer desejar mais capítulos e mais histórias dos brinquedos que realmente gostamos. Facilmente o melhor filme de animação do ano, e o melhor de toda a saga.
9º Accident (IndieLisboa)
Ho Kwok-fai (Louis Koo), mais conhecido como o «Cérebro», pratica – juntamente com mais três colegas – os assassinatos perfeitos, fazendo, ao mais ínfimo detalhe, com que tudo pareça o mais banal dos acidentes. A partir daqui cria-se um thriller enervante e repleto de paranóias, pois os criadores de assassinatos perfeitos, começam a sofrer na pele o seu próprio veneno. Produzido (e influenciado) por Johnny To, Accident é para mim a descoberta do ano.
10º Des Hommes et des Dieux
Realizado com mestria por Xavier Beauvois (“Le Petite Liutenent”), “Entre Homens e Deuses” é um filme sobre vocação espiritual, abalado pela política e por causas religiosas fundamentalistas. Um filme importante e que merece ser visto.
Menções Honrosas: Katalin Varga, Kick-Ass, The Ghost Writer, Inception e Shutter Island
Os 10 Melhores filmes de 2010 por João Miranda
Os 10 melhores filmes de 2010 por José Pedro Lopes
‘Fish Tank’, ‘The Social Network’ e ‘Inception’ são os melhores filmes do ano para o c7nema

