Dez anos depois de apresentar Neon Demon, Nicolas Winding Refn regressou a Cannes, fora de competição, com Her Private Hell, e na tradicional conferência de imprensa, o cineasta emocionou-se ao refletir sobre o facto de ter estado clinicamente morto durante 25 minutos há três anos.
“Antes de morrer, tinha chegado ao fim da minha carreira, porque já não havia nada em mim”, afirmou o realizador, que deu o salto para a ribalta com a saga Pusher e o reconhecimento internacional com Drive.
A situação mudou depois de os médicos lhe diagnosticarem, por mero acaso, um problema cardíaco grave, sendo operado duas semanas depois. Visivelmente comovido, o dinamarquês afirmou ter recebido “uma segunda oportunidade de Deus” e que quer usá-la “para o bem”.
“Graças a Deus, o cirurgião era o Tom Cruise e conseguiu reparar-me com as mãos, e depois trouxe-me de volta à vida com eletricidade”, disse Refn, em tom de brincadeira.
Descrito como um pesadelo em tons de néon, e protagonizado por Sophie Thatcher, Her Private Hell provocou reações nos extremos nas opiniões dos jornalista. O filme acompanha uma estrela de cinema atormentada, interpretada por Sophie Thatcher, que é obrigada a enfrentar os traumas familiares quando a melhor amiga decide casar-se com o seu pai.
O Festival de Cannes decorre até dia 23 de maio.

