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Definido como um filme de terror, “BSS” segue um engenheiro de efeitos sonoros que vai ter uma experiência de pesadelo quando tem de desenvolver um trabalho nos estúdios italianos homónimos do título da obra. Estes estúdios são conhecidos por serem utilizados pelas produções de horror mais baratas e horrendas do cinema italiano. É aí que esse homem terá de lidar com cineastas sórdidos e imorais, actrizes desesperadas, compositores estranhos e outro género de personagens extremamente problemáticos.
“Queria fazer um filme influenciado pela música e não por outros cineastas. O que aconteceu foi que esta produção foi influenciada pelo lado mais selvagem da música italiana: os primeiros trabalhos de Ennio Morricone, Franco Evangelisti, Luciano Berio e a sua esposa, Cathy Berberian, Luigi Nono, Bruno Maderna, Bruno Nicolai, Claudio Simonetti. Adoro este lado musical, é uma coisa muito original e muito intensa”, adiantou Strickland, que ainda definiu que Keith Griffiths, que também trabalhou com os irmãos Quay, Jan Svankmajer e Apichatpong Weeresathekul, será o produtor da sua obra.
Depois da Roménia, a escolha de Itália para filmar também não é estranha para o cineasta, que não se importa de não ter ainda executado uma obra no seu país de origem, a Inglaterra.
Para Strickland, a opção de não filmar em Inglaterra não é intencional. “Quando escreves algo ficcional tu não tens controlo da história que sai de ti. Sou meio grego, cresci a ver filmes do Tarkovsky, Herzog e Buñuel, e vivi na Europa de Leste durante bastante tempo. Por isso, talvez seja normal que as histórias que escrevo se passem fora do Reino Unido”, adiantou.
“Katalin Varga” estreia na próxima semana (Dia 16) em Portugal. No filme seguimos uma mulher que procura a vingança dos homens que a violaram dez anos antes.


