Isaki Lacuesta ressuscita Ava Gardner em ‘La noche que no acaba’

(Fotos: Divulgação)
Numa espécie de ‘exorcismo da mentira’, como declarou à imprensa, o cineasta Isaki Lacuesta ressuscitou no grande ecrã, através de “La noche que no acaba”, a actriz Ava Gardner, um ícone do cinema mundial que se viveu em Espanha nos anos 50 e 60.

Neste documentário em estilo de colagem, acompanhamos Gardner desde que ela chegou a Tossa de Mar em 1950 para filmar “Pandora and the Flying Dutchman”. Daí até a actriz filmar, também em Espanha, o seu último filme, “Harem”, a fita mostra as festas, o problema com o álcool, os amantes, a sua relação tempestuosa com Frank Sinatra, a sua ligação ao toureiro Luis Miguel Dominguín, as tardes de tourada e muito flamenco, tudo baseado no livro “Beberse la vida”, de Marcos Ordóñez.

Para Lacuesta, ‘viver em Espanha permitia-lhe escapar do sistema de Hollywood e da vida nos Estados Unidos, da qual ela não gostava, especialmente porque sofria muita pressão da imprensa.

Vencedor do Prémio Fipresci da crítica internacional no Festival de San Sebastián no ano passado, por “Los condenados”, Isaki Lacuesta convenceu ontem o público basco com o seu “La noche que no acaba”, uma obra que através da magia do cinema devolveu uma das suas maiores estrelas às telas.

Jorge Pereira

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