‘É Proibido Fumar’ consagra-se como o grande filme brasileiro de 2009

(Fotos: Divulgação)

Olá amigos de Portugal,
 
Essa semana assisti, tardiamente, à longa-metragem “É Proibido Fumar”, vencedor de 5 troféus do Grande Prémio do Cinema Brasileiro, a principal celebração da nossa arte cinematográfica. Estrelado por Gloria Pires e Paulo Miklos (vocalista da banda Titãs) , e dirigido por Anna Muylaert, que levou o prémio da categoria, a longa faz uso de muita criatividade e humor negro para divertir e chocar a platéia.

Mesclando diversas referências, da angústia de Crime e Castigo de Dostoievski,  à leveza das melhores comédias contemporâneas, a produção privilegia o melhor da cultura pop brasileira, principalmente no que diz respeito às músicas escolhidas para a banda sonora, numa verdadeira salada multicultural, que vai do samba de Martinho da Vila ao Swing de Jorge Benjor.

Esta verdadeira  viagem no tempo através da música brasileira faz propagar um  clima nostálgico, como em Durval Discos – a primeira longa metragem da realizador (de 2002 )- que apresenta o quotidiano de um ultrapassado vendedor de discos de vinil, que se nega a entrar para o mercado de CDs.

Já em “É Proibido Fumar”, acompanhamos o dia a dia de Baby (Gloria), uma professora de viola, fumadora compulsiva, que vê a sua vidar mudar de rumo ao se  apaixonar por Max (Miklos), um músico falido, ainda apaixonado pela ex-mulher.  Esta relação será o estopim para diversas situações ora engraçadas, ora tensas, que revelam a complexa transformação da personagem principal, que, entre outras mudanças, precisa largar os cigarros para agradar ao novo namorado.

“É Proibido Fumar” só comprova o amadurecimento de uma das mais promissoras cineastas brasileiras, evidenciando seu total domínio narrativo, que tem seu ápice no brilhante desfecho. Esta é a prova de que todos os elogios e prémios que o filme recebeu foram realmente merecidos.

Bruno Marques, no Rio de Janeiro

Últimas