Criticas do IndieLisboa: ‘Life During Wartime’ por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

Anos depois do sucesso de “Happiness”, Todd Solondz resolveu revisitar, sem intenção de fazer uma sequela, as personagens desse filme em “Life During Wartime”. Algumas das personagens foram reinventadas, mas o próprio Solondz referiu em entrevistas que não estava interessado em manter qualquer coerência entre filmes, mas explorar algumas das ideias do filme anterior, depois de passados alguns anos dos acontecimentos do primeiro.

É, como todos os filmes de Solondz, um mescla de várias histórias centradas em relações, temperada com um humor muito característico, do que provoca mais algum desconforto do que o riso.

Neste caso, o foco cai sobre o esquecimento e o perdão, a forma como as personagens lidam com o passado. Há vários diálogos que se focam exactamente nessa dualidade, enquanto as pessoas envolvidas tentam decidir qual a melhor maneira de estar na vida. Infelizmente, ao contrário de “Happiness”, a forma como o tema é abordado é muito pouco subtil: uma conferência dedicada ao tema conseguiria não ser tão directa, sendo, no entanto, embora o discutisse de forma mais construída. Torna-se quase como ouvir um sermão de um padre indeciso quanto à moral que quer passar ou como levar com um martelo na cabeça durante hora e meia.

 
 
A Base: É um filme difícil que peca pela forma um bocado bruta como explora os temas.
 
O Melhor: A fotografia de Edward Lachman, que já trabalhou com tantos realizadores conhecidos.
O Pior: A falta de leveza e subtileza.

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