Era uma questão de tempo… e a hora chegou.
Em 1997, o “Titanic” de James Cameron consegue a proeza de acumular 1.843 biliões de dólares na sua exibição mundial. Em 2010, ainda sem a época dos Óscar aberta, “Avatar” já conseguiu ultrapassar este número.
O sucesso de “Avatar” está à vista e é inquestionável. No entanto, deve-se amenizá-lo á luz da inflação de 97 para os dias de hoje, e também do facto dos bilhetes 3D (formato em que a maioria do público viu o filme) serem mais caros que o bilhete médio.
No entanto, isto não tira o mérito ao filme. Muitos diziam que levaria 30 anos a voltar a acontecer um fenómeno deste género. James Cameron acreditou que não e a verdade é que dentro do top história “Avatar” é o único filme que não é nem adaptado de um livro, ou de uma história real, ou de outro filme (a não ser do “Danças com Lobos”).
Mais mérito ainda para uma Hollywood que sacudiu a crise. “Avatar” bate o recorde mundial mas não o doméstico, e faz-lo a uma velocidade impressionante. Este é um caso brutal de exportação bem sucedida.
Nos EUA, “Avatar” leva 551 milhões, faltando pouco para os 600.8 de “Titanic”. Com a aproximação das nomeações para os Óscares, o épico azul de Cameron irá dar um grande salto… apesar de ainda estar em número 1 em quase todos os mercados.
Em curiosidade, se ajustarmos à inflação, “Avatar” é o 26º filme no top de receitas. Este indicador não é considerado válido pois se baseia em vários pressupostos equivocados (por exemplo, não se reflecte no número de espectadores como seria de prever).

