
Este movimento requer ainda que a Jakim (Departamento de Desenvolvimento Islâmico com poder vinculativo) tome uma atitude contra estas produções.
“Em virtude da generalização da produção e visionamento nas nossas salas de filmes com fantasmas, superstição e elementos místicos, nós pedimos ao governo para dar poderes à Jakim para banir estas produções, pois elas não trazem nenhuma mensagem positiva aos espectadores e, bem pelo contrário, destroiem a fé”, afirma o grupo.
O grupo pede também que o governo bana todos os filmes estrangeiros nestas condições, afirmando ainda que os produtores deveriam era concentrar o seu trabalho em obras que sirvam como lição, em vez de produzir trabalhos de horror que são capazes de nem passar a mensagem que pretendem.
A verdade é que a questão foi levantada na Assembleia Malaia na passada quarta-feira e fez estalar a discussão num país que cada vez mais tende para seguir os passos dos vizinhos islâmicos.
Relembramos que a Malásia é uma sociedade multicultural, com malaios, chineses e indianos a compartilhar o país. Os malaios são a maior comunidade, atingindo 60% da população. São muçulmanos, falam malaio e são em grande parte responsáveis pela orientação política do país. Os chineses formam cerca de um quarto da população. São principalmente budistas, taoistas ou cristãos. Os indianos formam cerca de 10% da população. São na maioria tamiles e telagus hindus do sul da Índia. O resto da população é composta por eurasiáticos, cambojanos, vietnamitas e tribos indígenas, sem qualquer expressão no governo local

