No futuro, os cineastas vão poder fazer filmes apenas com a mente

(Fotos: Divulgação)

Há anos que se estudam desenfreadamente os mistérios do nosso cérebro.
 
Recentemente, um estudo do Professor Jack Gallant e da sua equipa da Universidade de Berkeley (publicado na revista Current Biology) adianta que no futuro os cineastas e argumentistas podem começar a gravar os seus pensamentos e usar o cérebro para gravar as nossas memórias visuais. No estudo em questão, uma série de pessoas foram confrontadas com um conjunto de trailers e a actividade cerebral foi gravada. Com o recurso a programas informáticos avançados, os cientistas tentaram recriar as imagens que as pessoas viam e os resultados são fantásticos.
 
Como podem ver no vídeo abaixo, e apesar das imagens estarem ainda muito crus, é de esperar que a médio prazo os avanços tecnológicos permitam gravar o que pensamos e vemos, servindo assim como uma nova forma de armazenamento da informação. Para quem é argumentista, pode ter uma nova vantagem, pois podem prescindir do celebre bloco de notas, entre outras coisas
 
Claro está que esta tecnologia poderá ser o principio de obras como «Final Cut» (onde a nossa memória é gravada e editada para criar vídeos postúmos da nossa existência). A implantação de ideias (como o diz «Inception»), ou mesmo introdução de novas memórias (como em «Total Recall»), podem – daqui a umas décadas – passar de mera ficção cientifica à mais pura realidade.
 
Aqui fica o vídeo:
 
http://www.youtube.com/watch?v=nsjDnYxJ0bo 
 
Jorge Pereira
Fonte: Moviefone, Current Biology 

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