Com «The Artist» com óptimas hipóteses para concorrer ao prémio maior dos Óscares, a França optou por escolher «La Guerre est Declarée» como o seu candidato à nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O filme, que tem distribuição assegurada em Portugal através da Clap Filmes, estreou no passado Festival de Cannes (abriu a semana da crítica) e vem assinado pela actriz e realizadora Valérie Donzelli e pode-se dizer que é um dos filmes mais arriscados do ano. A obra coloca um jovem casal cujo bebé é diagnosticado com um tumor cerebral. Porém, e apesar do drama inerente, estamos perante uma obra autobiográfica muitas vezes em jeito tragicómico e romântico.
Quem também já escolheu o seu candidato foi a Bélgica e aqui pode-se dizer que existe uma escolha meio surpreendente. O principal favorito era « Le Gamin au Vélo», de Jean-Pierre e Luc Dardenne, mas a escolha recaiu em «Rundskop» (Bullhead).
No filme seguimos Jacky Vanmarsenille, um trabalhador de uma instalação pecuária que é abordado por um veterinário para fazer um negócio com um perigoso traficante de hormonas. Quando um policia é morto e surgem elementos do passado de Vanmarsenille, uma sucessão de eventos levará a consequências impensáveis.
Finalmente, Espanha ainda não escolheu o seu candidato mas já se sabe que a opção vai recair sobre uma destas três obras: «La piel que habito», o último filme de Pedro Almodóvar, «La voz dormida», de Benito Zambrano, e «Pa negre», de Agustí Villaronga,
Naturalmente, e devido à fama do cineasta espanhol, «La piel que Habito» – independentemente da sua qualidade em relação à concorrência, seria o candidato perfeito de Espanha aos Óscares. Almodóvar é um dos cineastas europeus mais famosos em Hollywood e já venceu mesmo a categoria com «Fala com Ela», tendo sido igualmente nomeado com «Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos». Para além disso, há outro nome nos créditos bem reconhecível nos EUA: o actor Antonio Banderas.
Com as duas escolhas acima referidas, fica assim a lista das obras pré-indicadas para a nomeação ao Óscar:
Alemanha: «Pina», de Wim Wenders
Áustria: “Breathing”, de Karl Markovics
Bélgica: «Rundskop», de Michaël R. Roskam
Bélgica: «Rundskop», de Michaël R. Roskam
Coreia do Sul: “The Front Line”, de Jang Hun
Filipinas: «Ang Babae sa Septic Tank», de Marlon Rivera
Finlândia: «Le Havre», de Aki Kaurismäki
França: «La Guerre est Declaréé», de Valérie Donzelli
França: «La Guerre est Declaréé», de Valérie Donzelli
Grécia: “Attenberg”, de Athena Rachel Tsangari
Holanda: “Sonny Boy”, de Maria Peters
Hungria: “The Turin Horse”, de Bela Tarr
Hungria: “The Turin Horse”, de Bela Tarr
Irão: «Nader and Simin, A Separation», de Asghar Farhadi
Japão: «Postcard», de Kaneto Shindo
Libano: “Where do we go?”, de Nadine Labaki
Noruega: “Happy, Happy”, de Anne Sewitsky
Polónia: “In Darkness”, de Agnieszka Holland
Portugal: «José e Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes
Roménia: “Morgen”, de Marian Crisan
Servia: “Montevideo, God Bless You!”, de Dragan Bjelogrlić
Venezuela: “The Rumor of the Stones”, de Alejandro Bellame
Jorge Pereira

