Paquistão proíbe “Joyland” por conter material “altamente censurável”

(Fotos: Divulgação)

Depois de inicialmente ter dado um visto para a sua exibição no país, o governo do Paquistão voltou atrás e baniu o filme “Joyland” do território por conter material “altamente censurável”.

Foram recebidas reclamações por escrito de que o filme contém material altamente censurável que não está em conformidade com os valores sociais e padrões morais de nossa sociedade e é claramente repugnante às normas de ‘decência e moralidade’, conforme estabelecido na Seção 9 da Portaria de Cinema. , 1979”, afirma a nova ordem do Ministério da Informação e Radiodifusão do Paquistão, datada de 11 de novembro. “Agora, portanto, no exercício dos poderes conferidos pela Seção 9(2)(a) da referida Portaria e após a realização de uma ampla investigação, o Governo Federal declara que a longa-metragem intitulada ‘Joyland’ como um filme não certificado para todo o Paquistão nos cinemas que estão sob a jurisdição da CBFC com efeito imediato.

Submetido aos Oscars e primeiro filme da história do Paquistão a ser selecionado pelo Festival de Cannes, “Joyland” desenrola-se em Lahore, e gira em torno dos Rana, um clã amordaçado pelos ditames patriarcais que clama pela chegada de um bebé, varão, para comandar os negócios. Quem parece destinado a ser o líder é Haider (Ali Junejo), uma personagem com atitudes submissas na relação com os parentes. Ele tem um casamento arranjado, aparentemente feliz, com Mumtaz (Rasti Farooq), mas é incapaz de disfarçar a sua angústia. Porém, a sua vida tem a chance de mudar depois que conhece a artista trans Biba (Alina Khan, numa visceral atuação). Com ela, Haider vai aprender um outro modo de amar. 

Vencedor do prémio do júri na Un Certain Regard, “Joyland” foi exibido em Portugal no Queer Lisboa.

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