Morreu a atriz italiana Monica Vitti (1931-2022)

(Fotos: Divulgação)

Morreu esta quarta-feira, 2 de fevereiro, aos 90 anos, a atriz italiana Monica Vitti, uma das atrizes mais icónicas do cinema italiano, que se notabilizou sob a direção de cineastas como Michelangelo Antonioni, Ettore Scola e Luis Buñuel.

A informação da morte de Vitti, que sofria de Alzheimer, foi confirmada pelo Ministro da Cultura de Itália, Dario Franceschin: “Adeus, Monica Vitti, adeus à rainha do cinema italiano. Hoje é um dia verdadeiramente triste, morre uma grande artista e uma grande italiana“, escreveu o ministro nas redes sociais.

Nascida em Roma com o nome Maria Luisa Ceciarelli, Monica Vitti estudou atuação na Academia Nacional de Artes Dramáticas de Roma, chegando ao teatro amador. Entrou no cinema pela mão de Ettore Scola, que a contratou como figurante em “Ridere! Ridere! Ridere!” (1954).

Após alguns papéis menores, entre o cinema e a televisão, foi Antonioni quem lhe deu o primeiro papel de destaque em “L’Avventura” (A Aventura, 1960), iniciando assim uma parceria que lhe permitiu a presença em obras como “La Notte” (A Noite, 1961), “L’Eclisse” (O Eclipse, 1962) e “Il Deserto Rosso” (O Deserto Vermelho, 1964). O sucesso em Itália levou-a a paragens internacionais, colaborando com Roger Vadim em “Château en Suède” (Castelo na Suécia, 1963) e Joseph Losey em “Modesty Blaise” (A Mulher Detetive, 1966).

Modesty Blaise” (A Mulher Detetive, 1966)

Nas décadas de 60 e 70 apostou em várias comédias com ligeiros tons eróticos, destacando-se presenças em “La Femme Écarlate” (Dilema de uma mulher, 1969); “Ti ho sposato per allegria” (Casei contigo, por alegria, 1967); “La Cintura di Castità” (O Cinto de Castidade, 1967), “La ragazza con la pistola” (A Rapariga da Pistola, 1968); “Dramma della gelosia (tutti i particolari in cronaca)” (Ciúme, ciúmes e ciumentos, 1970); “La supertestimone” (A Principal Testemunha, 1971); “L’Anatra all’arancia” (Pato Com Laranja, 1975); e “Letti Selvaggi” (Com Elas Todo o Cuidado é Pouco, 1979). 

Pelo caminho, surgiu ainda em “Le Fantôme de la Liberté” (O Fantasma da Liberdade, 1974) de Luis Buñuel, “Il mistero di Oberwald” (O Mistério de Oberwald, 1980) de Antonioni, e “Camera d’albergo” (Quarto de Hotel, 1981) de Mario Monicelli.

Já na década, de 1980, começou a surgir cada vez menos nos ecrãs, culminando o seu trabalho no cinema em 1989 com “Scandalo Segreto“, onde atuava e produzia.

O seu último projeto seria para a televisão, “Ma tu mi vuoi bene?“, em 1991. Depois disso, anunciou a sua retirada das lides artísticas.

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