A história é bastante simples, Cristi, um polícia em Bucareste, está a investigar um jovem que ofereceu haxixe a dois colegas e que se encontram diaramente para fumar. Para o polícia, a lei está errada em enviar um jovem para a cadeia durante oito anos por fumar haxixe na rua. A sua consciência está a colocar o seu trabalho em risco. Durante hora e meia, vemos Cristi a investigar o caso, a seguir os jovens , a escrever relatórios mas sem nunca existir um verdadeiro desenvolvimento das personagens. Como tudo começa, tudo termina. Não existe a miníma evolução na caracterização de Cristi, a única personagem que realmente conhecemos. A única coisa que sabemos é que tem uma dúvida moral. Como se isso trouxesse entusiasmo ao espectador.
No que toca a filmagem, Porumboiu tem a brilhante capacidade de entediar o público a um nível exasperante. Com planos extremamente longos, sem razão aparente, e quase sempre em tempo real, o filme cansa o espectador pois estamos sempre à espera de que algo aconteça quando no fundo, temos a sensação de que nada se vai acontecer. Um filme fraco com um fim previsível capaz de nos embalar ao sono.
O Melhor: Dificilmente se encontra algo que justifique a sua presença no Estoril Film Festival 09
O Pior: Um argumento muito fraco e planos tão extensos arruinam as hipóteses de sucesso.
| A Base |
| No mesmo dia, temos um filme muito bom e outro relativamente mau. “Police, Adjective” tenta dar uma lição de moral mas falha redondamente. 3/10 |

