EFF 09 – ‘Police, Adjective’, uma lição de moral que falha redondamente

(Fotos: Divulgação)

O segundo filme em competição, “Police, Adjective” de Corneliu Porumboiu, deixa algo a desejar, e nem se percebe porque é que foi escolhido para competir. Para um filme com uma hora e meia, chega-se ao fim e pensa-se porque é que tanto tempo é gasto em planos que nada dizem ou narrativas sem conteúdo. Mas já lá vamos.

A história é bastante simples, Cristi, um polícia em Bucareste, está a investigar um jovem que ofereceu haxixe a dois colegas e que se encontram diaramente para fumar. Para o polícia, a lei está errada em enviar um jovem para a cadeia durante oito anos por fumar haxixe na rua. A sua consciência está  a colocar o seu trabalho em risco. Durante hora e meia, vemos Cristi a investigar o caso, a seguir os jovens , a escrever relatórios mas sem nunca existir um verdadeiro desenvolvimento das personagens. Como tudo começa, tudo termina. Não existe a miníma evolução na caracterização de Cristi, a única personagem que realmente conhecemos. A única coisa que sabemos é que tem uma dúvida moral. Como se isso trouxesse entusiasmo ao espectador.

No que toca a filmagem, Porumboiu tem a brilhante capacidade de entediar o público a um nível exasperante. Com planos extremamente longos, sem razão aparente, e quase sempre em tempo real, o filme cansa o espectador pois estamos sempre à espera de que algo aconteça quando no fundo, temos a sensação de que nada se vai acontecer. Um filme fraco com um fim previsível capaz de nos embalar ao sono.

O Melhor: Dificilmente se encontra algo que justifique a sua presença no Estoril Film Festival 09

O Pior: Um argumento muito fraco e planos tão extensos arruinam as hipóteses de sucesso.

 

A Base
No mesmo dia, temos um filme muito bom e outro relativamente mau. “Police, Adjective” tenta dar uma lição de moral mas falha redondamente. 3/10

Filipe Carvalho
 

 

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