
Foi bastante morna a reacção do público em Cannes à exibição de “Spring Fever”, um filme chinês que abriu a competição oficial pela Palma de Ouro da 62ª edição do Festival de Cannes.
Banido na China, o filme segue um investigador que é contratado por uma esposa traída para espiar o seu marido – que mantém uma relação amorosa com outro homem. Aos poucos, o detective perde o controle da situação e leva consigo a namorada, mergulhando nesse universo amoroso, regado por noites boémias e pelo espírito da Primavera (spring, em inglês).
Lou Ye, o realizador, já havia tocado no tema homossexual em “Summer Palace” – apresentado em Cannes em 2006 e que lhe valeu o banimento do seu nome na China, que havia proibido a exibição da obra no exterior.
Desde então, o cineasta tornou-se uma “persona non grata” no seu país e um realizador banido das salas de cinema locais.
Desde então, o cineasta tornou-se uma “persona non grata” no seu país e um realizador banido das salas de cinema locais.
Jorge Pereira

