
De volta o fim-de-semana e as salas cheias. As duas sessões desta sexta-feira estavam esgotadas. Nem o calor, nem o fim-de-semana grande afastaram o público. Isto mostra que, se nem sempre há público no cinema, é por causa ou da qualidade dos filmes exibidos ou da necessidade de, à semelhança com o que já se faz noutros países, tentar tornar a experiência do cinema em algo diferente, para concorrer com a facilidade de se poder escolher, por metade do que se paga numa sala, nos novos sistemas de cabo, ou um qualquer blockbuster americano. Como reinventar as salas de cinema para atrair de novo o público?
Cea mai fericita fata din lume – The Happiest Girl in the World
É um pequeno filme bem desenvolvido e com um grande sentido de humor. A representação de Andreea Bosneag, com 17 anos e sem qualquer formação de representação, mostra uma grande naturalidade e aumenta a curiosidade em vê-la noutros papéis no futuro. (6/10)
Wendy and Lucy
Parece-me que a cadela representa, no filme, a esperança da Wendy: a esperança que traz à partida, a esperança que perde quando o carro avaria e a esperança que sabe que não pode sentir no final do filme. É um filme que, apesar de não ser negativo, também não é positivo. A mensagem parece ser que há que persistir, para além de qualquer esperança. Fica a incrível representação de Michelle Williams que, já antes, em Brokeback Mountain, por exemplo, provou que era uma grande actriz. (7/10)

