Mas esta visão heróica, ou erótica se preferirem, é profundamente estilizada e Joann Sfar imprime de tal maneira o seu cunho, que acabamos por ter um filme com um appeal universal, extremamente belo e com momentos verdadeiramente arrepiantes, que enfatizam a humanidade de Gainsbourg, um apaixonado por poesia, música, mulheres e definitivamente cigarros.
O resultado, em parceria com um elenco muito competente, e repleto de participações marcantes, como a de Laetitia Casta, para além do óbvio Eric Elmosnino (Gainsbourg), é um filme marcante, sensual e atractivo como as músicas e o talento de Gainsbourg o eram, num ensaio cinematográfico repleto de charme e destreza, algo que não está ao alcance de todos.
Se são fãs de Gainsburg este filme é imperdível, mas mesmo os desconhecedores do trabalho deste homem deveriam ver, porque à parte do músico e da sua carreira musical, há muito e bom cinema para ver aqui.


