
No filme seguimos Grégoire Canvel, um pai extremoso com três filhas, uma mulher formidável que ele ama e uma profissão que o apaixona e o faz andar constantemente de telefone em punho. Aliás, só aos fins-de-semana, quando viaja com a família para o campo, ele parece deixar de lado a sua profissão.
Porém, nem tudo vai bem na sua vida. Se pelo lado familiar as coisas correm de feição, a verdade é que a sua produtora, a Moon Films, está sufocada de dívidas e com inúmeros contratempos na suas mais recentes produções. Cansado, e cada vez mais apertado financeiramente, Grégoire isola-se e toma uma decisão que irá afectar todas as pessoas com quem se cruza e lida diariamente.
Construído em torno de uma personagem central, é curioso constatar tanta vida nas demais personagens. E se a Paris que é filmada faz lembrar a capital francesa no início da Nouvelle Vague, a forma como os actores são dirigidos é sem dúvida um dos pontos fortes de um filme, que apesar de seguir muito os meandros da produção de cinema, acima de tudo mostra relações familiares no antes e após uma tragédia.
O Melhor: As interpretações
O Pior: Por vezes o olhar da cineasta é tão distante que assistimos a um momento de tragédia quase sem sentir que o é.
A Base: Apesar de seguir muito os meandros da produção de cinema, acima de tudo mostra relações familiares no antes e após uma tragédia…6/10

