
Sinopse
Nos arredores da cidade de Juarez, centenas de jovens mulheres são brutalmente assassinadas e desconhece-se quem posar ser o assassino. Durante a investigação destes crimes, a repórter Karina Danes (Minnie Driver) conhece Mariela (Ana Claudia Talancón), uma das poucas sobreviventes destes violentos ataques, dotada de uma personalidade etérea e algo carismática. Durante a sua recuperação, Mariela começa a ter visões da Virgem Maria e começam a surgir-lhe estigmas nas mãos.
Rapidamente se desenvolve à sua volta um culto pois as pessoas estão em busca de esperança.
E quando Mariela se muda para a parte ocidental de LA, a sua transformação completa-se. Ela irá tornar-se numa “Joana de Arc” para um gang de Latinos neo-cristãos.
Karina vai acompanhando esta incrível história e acaba por se envolver nela ao tentar perceber como é que este ataque transformou esta jovem mulher.
Por fim, envolve-se demasiado pois o gang explode numa onda de violência e tragédia.
Baseado nos crimes da Cidade de Juarez, que ainda se encontram por resolver, este filme estabelece a ligação entre a política, o fanatísmo religioso e os crimes violentos que ocorrem no México e na parte ocidental de Los Angeles.
Realizador: Kevin James Dobson
Elenco: Minnie Driver, Ana Claudia Talancón, Angus Macfadyen, Esai Morales, Joanna Cassidy, Jacob Vargas, Guillermo Díaz
Comentário:
« “The Virgin of Juarez” segue a história de uma mulher que após ser violada e espancada na perigosa cidade de Juarez, começa a ter os estigmas de Cristo. Essa transformação é religiosamente seguida pela população, que encontra nela uma força extra para caçar todos os bandidos que actuam no local, e que anualmente fazem desaparecer centenas de mulheres.
E apesar de no fundo estarmos perante um violento drama, que ultrapassa em muito o conceito cinematográfico e uma avaliação técnica, “The Virgin of Juarez” não larga por um segundo que seja o seu formato televisivo, perdendo-se e fechando-se assim numa desinteressante história, quando tinha personagens e eventos que lhe poderiam dar mesmo um diferente estatuto, num misto de vingança com tons religiosos.
Mas este é um filme de poucos meios, ideias e muito fechado numa mensagem que quer passar, e quando assim é cabe aos actores cativarem a nossa atenção através da vida e rumo que dão às suas personagens. Neste aspecto, se por um lado Minnie Driver está demasiado pobre para as capacidades que tem, é Ana Talancón (que já vimos na versão mexicana de “Crime do Padre Amaro”) a dar algum carisma. Mas falta acima de tudo consistência, ritmo dramático e algo que distinga esta obras de outras tantas de fazer chorar as pedras da calçada …» 5/10 Jorge Pereira

