‘The Descent’

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Numas formações rochosas remotas dos Apalaches, seis amigas decidem partir numa aventura que as vai levar a conhecer as “artérias” da terra. O grupo de jovens decide partir à aventura em grutas nas montanhas, mas rapidamente começam os problemas quando uma queda de pedras fecha o único local de entrada. Qundo estas descobrem que estas grutas nunca tinham sido exploradas e que ninguém as poderá vir salvar só lhes resta uma solução: tentar encontrar uma outra saída.

Mas o pior ainda estava para vir. Nessas grutas algo habita que as vai colocar em perigo: um grupo de criaturas monstruosas que se esconde da luz e que se movimenta na perfeição entre a escuridão. Á medida que as jovens se vão apercebendo que se tornaram presas, elas são forçadas a regressar aos seus instintos mais primários e lutar sem tréguas pela sobrevivência. Só lhes resta a união, mas esta é também abalada quando velhas feridas são descobertas e o perigo parece estar mesmo ali ao lado.

Elenco

Shauna MacDonald, Alex Reid, Nora-Jane Noone, Saskia Mulder, Myanna Buring,

Realizado por Neil Marshall

Crítica

Um grupo de jovens mulheres decide explorar uma gruta. Embora não sejam espeleologistas possuem bons conhecimentos na área para que o possam fazer sozinhas. O único problema é que não estavam à espera que houvesse mais alguém na gruta.

Depois de uma obra tão fantástica como foi “Dog Soldiers”, superar tal feito por vezes pode revelar-se uma tarefa bastante difícil. No entanto, Neil Marshall não só conseguiu fazer melhor como fê-lo sem trazer nada de novo. E é aqui que reside parte do seu talento.

O argumento é muito comum, embora neste momento apenas me esteja a lembrar de um filme com algumas semelhanças, “The Cave” de Bruce Hunt, que estreou por cá recentemente. Contudo não o pude ver, por isso não vou poder estabelecer qualquer comparação entre um e outro.

Pondo de parte possíveis comparações, destaco desde já dois aspectos bastante importantes:

O primeiro é o argumento, que à semelhança dos trabalhos anteriores do realizador, (“Combat” e “Dog Soldiers”) foi também escrito por si.

O segundo, as actrizes. Embora não sejam muito conhecidas, pelo menos por mim, à excepção de MyAnna Buring, que se estreia, todas as outras cinco actrizes que compõem o elenco principal têm já alguma experiência no currículo. Independentemente de serem conhecidas ou não, a verdade é que todas elas aqui estão bastante bem.

Na fotografia, o realizador voltou a trazer Sam McCurdy com quem já tinha trabalhado nos seus dois filmes anteriores. McCurdy voltou a fazer um excelente trabalho.

Por sua vez a equipa à frente do departamento de caracterização e efeitos especiais estão também de parabéns. Fizeram um trabalho excepcional. Por certo que o realizador deve ter pedido para não pouparem esforços nos muitos momentos “gore”. Convém no entanto referir que desta vez o orçamento, muito maior que em “Dog Soldiers”, assim o permitiu.

É certo que por detrás de uma grande equipa, está um grande realizador a dar as suas orientações. Convém que assim seja.

Se no seu filme anterior, Neil Marshall impunha já um enorme respeito entre os “Mestres” na área, com este trabalho coloca-se bem acima de muitos deles. Afinal de contas não é qualquer um que consegue juntar elementos como tensão, claustrofobia, medo, pânico e instintos primários, de uma forma tão assombrosa. Sem dúvida o melhor filme de terror de 2005. … 10/10 Rui Baptista

NOTA: “Combat” foi o primeiro trabalho que Marshall fez como realizador. É uma curta metragem de 1999 e encontra-se disponível em DVD na edição Britânica. Posso dizer que é um trabalho também muito bom.

Últimas