“Honey” por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Sinopse
Honey Daniels é uma dançarina e coreógrafa que espera a sua chance. Mas o seu dia chegou e até parece mentira. Mas neste mundo há sempre quem queira mais. Benny é outro rapaz que também luta pela sua grande hipótese nas pistas.

Elenco

Jessica Alba, Lil’ Romeo, Mekhi Phifer, David Moscow, Zachary Williams, Joy Bryant, Lonette McKee, Missy Elliott (cameo), Genuine (cameo), Third Story (cameo), Sean Desmond (cameo), Tweet (cameo), The L.O.X. (cameo)

Realizado por Bille Woodruff

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Crítica

“Honey” é mais um filme sobre a rapariguinha batalhadora que não desiste de correr atrás de um sonho. Honey Daniels (Jessica Alba), é a boa samaritana de um mau bairro, empregada numa loja de discos de dia, empregada de um bar à noite, e que ainda arranja tempo para ensinar hip hop a crianças desfavorecidas num centro, enquanto sonha com o estrelato como bailarina e coreógrafa dos videoclips das estrelas. A história descrita acima é simples e de final previsível, relembra outros filmes como “Flashdance” ou até o recente “8 mile”, mas as semelhanças destes dois com “Honey” ficam por aqui.

Embora atinja o topo rapidamente, após ser descoberta por Michael Ellis (David Moscow), realizador dos videoclips de grandes estrelas do rap e hip hop, Honey depressa depara com o “cruel” mundo da música e com o vilão (será que podemos considerá-lo vilão!!) Michael que depois de abrir, lhe fecha as portas do estrelato. Mas a “nossa” Honey “from the block” não desiste, e resolve dedicar-se de corpo e alma às crianças que abandonara no seu processo de ascensão, pois acredita que só a dança as pode “salvar” de caírem no mundo do crime e da droga.
O filme é realizado por Bille Woodruff, um conhecido realizador de videoclips, que se estreia no grande ecrã com “Honey”. E Woodruff não deixa os seus créditos por mãos alheias, a realização é frenética e vivaça, tal qual um vídeo musical, o que resulta bem nas sequências de dança, mas acaba por ser saturante quando o clip tem a duração de 90 minutos. “Honey” dá-nos também a oportunidade de ver nomes como Missy Elliot, Ginuwine, Jadakiss & Sheek e Tweet fazerem uma perninha cinéfila como eles próprios.
Em “Honey” falta sobretudo toda a envolvência dramática da história e das personagens de outros filmes acima referidos. O argumento é fraquinho, as personagens praticamente inócuas de sentimentos e os diálogos, cândidos e cor-de-rosa para o cenário gueto, chegam a roçar o surreal, (será que alguma mãe no seu perfeito juízo fala assim com uma fillha?). Mesmo a componente dramática, expressa nas adversidades impostas à jovem Honey durante a sua “vie en rose” parecem servidas em salva de prata! (onde se encontra uma empregada do banco tão simpática e cooperante?). Se o drama é fraco, o romance não é melhor, Honey acaba por envolver-se amorosamente com Chaz (Mekhi Phifer de “8 Mile”), um honesto barbeiro do bairro, mas a falta de química, entre os dois actores é por demais evidente para tornar o romance credível.
Um filme a ver pelos apreciadores de hip hop e de horas de MTV, quanto aos outros tenho as minhas reservas. Ninguém tira ao filme o mérito de tentar passar uma mensagem positiva, até de esperança, fica registada a boa intenção, mas de boas intenções …. …. 3/10 Carla Calheiros

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