Sinopse
Na mais perigosa missão de sempre, os nossos amigos terão de entrar num fantástico jogo a três dimensões cujo objectivo do seu criador é tomar conta do mundo.
Elenco
Antonio Banderas, Carla Gugino, Alexa Vega, Daryl Sabara, Cheech Marin, Ricardo Montalban, Holland Taylor, Danny Trejo, Courtney Jines, Matt O’Leary, Alan Cumming, Emily Osment, Ryan James Pinkston, Robert Vito, Sylvester Stallone, Bill Paxton, Steve Buscemi
Realizado por Robert Rodriguez
Site Oficial
Crítica
No segundo repetiu a dose, ainda que agarrando a mesma faixa etária e perdendo alguns apoios dos que entretanto cresceram e se desinteressaram pelas personagens. O terceiro filme, em versão 3-D é um repetir a dose, não acompanhando os fãs do 1º e 2º filme, mas procurando atrair novo elementos.
Há um novo brinquedo NO mercado. É um jogo de computador que te transporta completamente para um mundo virtual onde terás de percorrer níveis para atingir o prémio final. Nunca ninguém conseguiu chegar ao último nível e Carmen Cortez fica mesmo presa NO jogo. Porém há um grande senão. O jogo é apenas uma forma do seu criador (Stallone) ter o controle das mentes das crianças e caberá a Juni Cortez travar o sistema e libertar a sua irmã.
Há vários problemas graves com Spy Kids 3. O primeiro é logo a obrigatoriedade em usar os óculos 3D. Há muito que AS empresas de marketing aprenderam que esta geração não tem os mesmos gostos das anteriores. Hoje em dia, e cada vez mais, temos uma geração do ‘Mãe, o pão tem côdea’… e passa-se a vender apenas pães com miolo. Isto tudo para dizer o quê? Terá paciência um miúdo em ver um filme com uns óculos que lhe tornam a visão da película completamente a menos de 16 cores? Nós vivemos na era das playstations é verdade, mas deve-se compreender que tal como nos jogos, esta geração vive dos gráficos e da melhoria destes. Parece-me um retrocesso brutal (para a geração 128 megas de placa gráfica), apesar de certamente muitos irem ficar entusiasmados com a ideia. No fundo é um brinquedo…
Depois outro drama é que o filme é um longo jogo de computador. Eu não conheço muitas crianças/adolescentes que gostem de ver alguém jogar. Elas gostam é de ser elas a conduzir os actos e estar a ver um bando de miudos dentro de um jogo de computador, não me parece muito atractivo. Para ajudar, o jogo em questão nem tem grandes motivos de interesse e foge de algumas regras básicas dos sistema de jogos, como a congruência.
Para além disso, o humor que acompanhava As duas primeiras obras também se perdeu e até a montagem parece pouco ambiciosa, quando comparada com outras obras de Robert Rodriguez. Ou seja, mesmo a 2-D o filme não iria funcionar muito bem…
Por todas estas razões creio que Spy Kids 3-D é um filme fraco e com uma pré-produção muito frágil. A ideia é interessante, mas o desenvolvimento é muito parco e até repleto de incongruências. Salvam-se algumas interpretações (Stallone), aparições finais da família ‘Robert Rodriguez’ e uma surpresa antes de chegar ao último nível.. Mas depois vem aquele final absurdo a fazer lembrar algumas películas japonesas como Godzilla vs. Mechagodzilla com mensagem moralista descarada. 4/10 Jorge Pereira

