
“O bom filho à casa torna”. Em 1985, “Re-Animator” foi a primeira produção de Brian Yuzna. Em 1990, realizou a primeira sequela, “Bride of Re-Animator”, e agora supera todas as expectativas com “Beyond Re-Animator”. O cientista Herbert West está preso, mas não deixou de lado a sua obsessão, continuando a realizar experiências de reanimação de mortos. Do realizador de “O Dentista” e do argumentista de “Querida, Encolhi os Miúdos”.
Realizado por Brian Yuzna
Crítica
Praticamente vinte anos depois de ter criado Reanimator e catorze anos após a sequela deste (Bride of Reanimator), Brian Yuzna regressa com o mítico Herbert West (Jeffrey Combs) no terceiro episódio da saga, desta vez intitulado “Behind Reanimator”.
Agora detido numa prisão, após o massacre na Universidade Miskatonic, West continua as suas loucas experiências de reanimar os mortos. Utiliza ratos e baratas, e só não usa homens porque era facilmente detectado.
Todos os que assistiram às duas anteriores películas, sabem que apesar de haver uma reanimação corporal, o resultado psicológico das cobaias está longe de ser o aceitável. Extremamente confusos e tremendamente violentos, os reanimados são um perigo, verdadeiros zombies na sua essência e só descansam quando nos “limparem o sarampo”.
A solução para este questão está numa nova substância que o estudioso médico criou a partir da electricidade cerebral que é libertada no momento da morte: A NPE ou “Energia Nanoplásmica”. Naturalmente tudo é ainda muito experimental e não esperem que a solução final está à partida encontrada. Faltam muitos ingredientes e West vai conseguí-los através do novo médico da prisão, um homem que outrora já tinha tido contacto com um “reanimado”.
Considero-me um fã da saga e manifestamente o segundo episódio foi uma desgraça. Creio que está aí mesmo a razão porque só quase 14 anos depois o filme teve continuidade. A instituição de “Reanimator” como clássico do género e de West como uma das personagens do horror mais apreciadas, certamente levou Yuzna a reanimar a sua saga. Uma coisa é certa. Apesar de alguns efeito secundários, podemos dizer que este episódio está bem conseguido e que West continua em grande forma.
O humor, peça fundamental no 1º episódio, volta a funcionar em pleno, apesar de termos de ter em consideração que se trata de uma película da dita série B. Há alguma repetição narrativa, especialmente colocada para os espectadores que não viram o 1º episódio, mas nada de chato ou abusivo.
Uma bela surpresa e ainda bem. (não percam os créditos finais…contém imagens hilariantes). 6/10 …. Jorge Pereira

